Mãe e filho ligados pelo cordão umbilical

    A marca Skittles lançou comercial para o dia das mães. Nele, mãe e filho estão ligados pelo cordão umbilical. Trata-se de uma das mais estranhas propostas publicitárias já vistas. O consumidor americano não gostou.

    O adjetivo mais adequado para o comercial da marca de balas Skittles é “mau-gosto”!

    Lançado nos Estados Unidos no último Dia das Mães, nele, mãe e filho aparecem ainda ligados pelo cordão umbilical. O detalhe: o filho já é adulto.

    Enquanto a mãe ingere as balas, o filho tenta adivinhar os sabores.

    Assistir o comercial tem algo de nojento, curioso e engraçado. Muito embora o cordão umbilical represente vida, pois é ele que conecta o bebê à placenta, a ideia de um ser humano, já adulto, permanecer ainda ligado à mãe, cria uma imagem asquerosa, que diminuiu até mesmo a atenção ao produto.

    Não se pode negar que o posicionamento da marca foi corajoso, pois seria possível antever que os consumidores teriam essa mesma estranha sensação narrada aqui em IntervaloLegal, achando repugnante a ideia de um filho adulto ainda preso ao cordão umbilical.

    Muitas peças publicitárias são produzidas com a finalidade de ‘chacoalhar’ as redes sociais, jogando luz na marca. Nem sempre esta técnica agrada o público, tendo a anunciante, por vezes, tendo que pedir desculpas ao consumidor, o que, eventualmente, pode ser também apenas uma técnica.

    O certo é que o público americano não gostou nada do comercial e criticou a proposta nas redes sociais. A Skittles tomou a inteligente decisão de tirá-lo do ar. O IntervaloLegal consultou todas as redes sociais da marca e não localizou nenhuma referência ao comercial, como se ele jamais tivesse existido.

    O comercial não foi exibido no Brasil. Juridicamente, não haveria nenhum problema em ser exibido por aqui, já que a proposta claramente demonstra uma situação irreal, ou seja, uma mera peça de ficção. Talvez houvesse a necessidade de inclusão da observação “imagens meramente ilustrativas”, mas nada que se possa considerar ilegal, a ponto de impedir sua divulgação. Mau-gosto e a repugnância causada ao consumidor não são suficientes para que seja considerado ilegal.