Superstição

     

    SUPERSTIÇÃO é uma crença ou sentimento sem fundamento racional, que induz à confiança em coisas absurdas, ao temor a coisas inócuas e imaginárias e à criação de obrigações falsas e indevidas, sem relação alguma entre os fatos e suas causas.

    Pela regra do art. 37, § 2º, do Código de Defesa do Consumidor, é abusiva a publicidade que explore a superstição do consumidor.

    O Código Brasileiro de Autorregulamentação Publicitária (CONAR) proíbe a exploração de qualquer espécie de superstição (art. 25).

    Algumas superstições são bem estranhas. Na China, o número 4 é visto com receio, pois sua pronúncia é semelhante à da palavra morte. No Egito, manusear uma tesoura sem cortar nada é sinal de má sorte. Na Índia não se pode cortar as unhas às terças e sábados, tampouco às noites.

    Outras são bem conhecidas, especialmente dos brasileiros: a sexta-feira 13, o gato preto, não passar debaixo de escadas, encontrar um trevo de quatro folhas, fazer um pedido ao cortar a primeira fatia do bolo etc.

    O CONAR já determinou a alteração de comercial da Volkswagen, em que um gato preto era associado ao azar. Os consumidores reclamaram, temendo que o filme pudesse reforçar o mito popular e justificar maus-tratos contra o animal (Representação nº 36/13).

    Comercial do Gol, da VW, que tinha um gato-preto como sinal de má sorte.

    Recentemente, a atriz global Isis Valverde, em comercial da Havaianas, brincava com a superstição das cores: “Branca, para não faltar paz; Amarela, para não faltar dinheiro; Azul, para não faltar serenidade; Verde, para não faltar esperança; e, vermelha, para não faltar sexo“.

    Isis Valverde, em comercial da Havaianas, brinca com superstição relacionada às cores