Banca de Jornal em NY especializada na venda de fake news

O mundo foi oficialmente apresentado à expressão “Fake News” (notícias falsas) nas eleições para presidente dos Estados Unidos em 2016.

Embora a prática não seja nova, especialmente no universo político, jamais houve tamanha disseminação desse tipo de notícia entre os eleitores.

Parte da culpa dessa pulverização descontrolada de notícias falsas se deve à intensificação do uso das redes sociais, especialmente Facebook e Twitter, que conseguem disseminar notícias a milhões de leitores em curto espaço de tempo.

O Brasil é exemplo de que a prática, infelizmente, não é um fenômeno isolado. Nas últimas eleições para presidente e governo, acusações de que os partidos se utilizarem do Whatsapp para disseminação de notícias falsas tomaram conta de boa parte do debate. Mesmo sob os olhares atentos de milhares de autoridades, membros de partidos e eleitores, não foi possível controlar a prática.

Segundo pesquisa realizada por Andrew Guess, Brendan Nyhan e Jason Reifler, das universidades de Princeton, Dartmouth e Exeter, respectivamente, em trabalho que avaliou o consumo de notícias falsas durante a campanha de 2016 para a Presidência dos EUA, chegou-se à conclusão de 27,4% dos americanos com mais de 18 de anos leram artigos falsos relativos às campanhas de Trump ou Clinton, ou seja, 65 milhões de americanos.

As fake news, segundo a pesquisa, não foram suficientes para mudar o resultado da eleição, no entanto, poluíram o debate político e acabaram criando cortinas de fumaça para fatos que realmente interessavam ao povo americano.

Uma banca de jornais diferente

Uma banca de jornais localizada em plena Nova York, entre a 42ª e a 6ª Avenida, passou a vender jornais e revistas alternativas, com notícias declaradamente falsas.

O curioso é que as notícias que estampam os jornais são tiradas das próprias redes sociais.

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