Imagem do filme "What is a man", da empresa Edgard Watches

Uma das frases mais relevantes na sociedade é: quem fala o que quer, ouve o que não quer.

Isso se aplica à Gillette.

Recentemente, a Gillette lançou filme publicitário que acabou recebendo duras críticas por estereotipar os homens.

Uma das interpretações do filme é a de que todo homem é um troglodita, e o mundo precisa de homens que mudem essa realidade para o futuro. Esses homens, por sua vez, são a imensa minoria. Eis a posição da Gillette em sua campanha publicitária, que até o fechamento desta artigobtinha quase o dobro de deslikes no YouTube.

A marca de relógios Égard Watches, com sutileza e muita inteligência, conseguiu mostrar que nos homens não são apenas os ogros retratados pela Gillette, um bando de retardados que ficam atrás de suas malditas churrasqueiras assistindo e torcendo por uma briga entre crianças.

Filme da Edgard Watches enaltecendo o sexo masculino (com legendas).

No filme os homens são vistos de outra forma. São exaltados dados que mostram que os homens são a maior vítima de homícidios, que muitos homens pagam pensão sem sequer ter direito de ver seus filhos e que representam a enorme maioria dos que cometem suicídio.

O filme encerra com uma frase: “nós vemos o bem nos homens”.

Há uma evidente provocação da Gillette, que parece só ter visto desgraças nos homens. Entre Égard Watches e Gillette, sem pestanejar, a marca de relógios deu um show de criatividade e uma aula de como um recado pode ser dado sem a criação de estereótipos que denigrem centenas de milhares de consumidores.

É claro que um filme comercial da Gillette tem muito mais abrangência. Logo, muito mais gente propensa a não gostar da proposta está nos canais e nas redes sociais da marca de produtos de higiene e cuidados pessoais.