Consumismo

    Consumir é um ato humano, natural. Está ligado à sobrevivência, à subsistência. Todos consumimos, desde sempre.

    O consumismo, por sua vez, não é antinatural. Embora ligado à existência humana, o consumismo é destinado ao consumo de bens normalmente inúteis ou supérfluos.

    São muitos os fatores que levam ao consumismo. A publicidade, a busca de uma vida boa e farta, o consumo como sinônimo de poder ou os transtornos de ansiedade são alguns exemplos.

    Há toda uma engenharia por trás das campanhas publicitárias visando convencer os consumidores de que eles são ‘obrigados’ a consumir determinados produtos. Não há motivos, apenas o desejo de ter, o desejo de se parecer com os influenciadores ou com os garotos-propaganda. Esse viés do consumismo está, portanto, ligado ao crescimento da publicidade e ao abuso da inocência ou da ignorância do consumidor.

    Uma segunda possibilidade é de que o consumismo seja apenas um exercício natural daqueles que têm condições de comprar. A Revolução Industrial inseriu no mercado consumidor uma série de produtos antes inexistentes ou inacessíveis, e todo aquele apto a comprar (condições financeiras) passou a consumidor bens que, teoricamente, lhe trariam bem-estar, alegria, conforto e uma sensação fictícia de riqueza.

    Uma terceira teoria acerca do consumismo é que ele seja uma mera disputa de poder, ou seja, os mais poderosos são aqueles que detêm maior capacidade de consumir. O vencedor é aquele que consome mais, independentemente da utilidade do bem.

    O consumismo também pode estar associado a problemas de ansiedade do consumidor. Neste caso, estamos diante de uma doença que leva o consumidor a querer mais e mais, sem os devidos freios éticos, morais ou, em casos mais graves, financeiros.