Parceria entre Anitta e Skol Beats 150 Bpm

O CONAR, na última quarta-feira (27), determinou a sustação de um anúncio da Skol Beats veiculado nos Stories da cantora e influenciadora Anitta.

O produto anunciado pela cantora é a nova Beats 150 BPM, que contém 13,9% de teor alcóolico, contra os 4,7% contidos na cerveja pilsen da mesma marca. Segundo a cantora, em evidente alusão ao seu teor alcóolico, a bebida “é mais acelerada do que todas as Skol Beats que vocês já viram”.

Na reclamação apresentada ao CONAR o consumidor considerou que a mensagem publicitária veiculada por meio de Stories é incapaz de selecionar o público. E, todos sabem, o público que segue Anitta nas redes sociais é predominantemente jovem.

O Código de Ética do CONAR estabelece uma série de restrições à publicidade de bebidas alcóolicas (Anexo “A”).

A divulgação do produto em seus Stories viola diversos dispositivos, como, por exemplo, a sugestão de ingestão (item 3, ‘b’); a recomendação da bebida por causa de seu teor alcóolico (item 3, ‘f’); o desrespeito ao horário de veiculação (item 4); a ausência de cláusula de advertência (item 5 e Resolução CONAR nº 1/08).

A defesa da cantora Anitta negou se tratar de publicidade paga, mas de postagem espontânea, e apresentou informações que demonstram que o canal tem público predominantemente maior de idade. A Ambev utilizou os mesmos argumentos.

Não é a primeira vez que Anitta é julgada pelo CONAR. Em processo de 2016, a cantora foi acusada de fazer publicidade de bebida alcóolica sem ter 25 anos, que é a idade limite que qualquer garoto-propaganda deve ter ou aparentar ter para poder fazer publicidade de bebida alcóolica. Anitta foi absolvida neste caso.

A Skol também se envolveu em diversos processos no CONAR. Num deles, de bastante repercussão, Pabllo Vittar foi acusado de fazer merchandising irregular no clipe “Seu Crime”, em que aparecia segurando uma lata da bebida. A confusão se deu porque, à época, não havia certeza de Pabllo Vittar possuía 25 anos completos.


Representação nº 248/19